INVESTIGAÇÃO

Operação Privacidade Protegida: homem é preso suspeito de crimes sexuais e divulgação de vídeos íntimos de vítimas

Ação do MPMG apreendeu armas, celulares e computadores; suspeito teria usado substâncias para dopar mulheres

Por O TEMPO

Publicado em 02 de abril de 2025 | 17:37

 
 
Ação fez parte da Operação Privacidade Protegida, conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais em parceria com as polícias Civil e Militar Ação fez parte da Operação Privacidade Protegida, conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais em parceria com as polícias Civil e Militar Foto: MPMG/Divulgação

Um homem foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira (2) em Betim, suspeito de cometer crimes sexuais contra mulheres e divulgar vídeos íntimos sem consentimento. A ação fez parte da Operação Privacidade Protegida, conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em parceria com as polícias Civil e Militar.

Segundo as investigações, duas vítimas já denunciaram o suspeito à Promotoria de Justiça de Betim. Ele teria filmado relações sexuais e outros atos íntimos sem o conhecimento das vítimas e compartilhado o material com terceiros. Ainda segundo o MPMG, há indícios de que ele usava substâncias em bebidas para dopar as mulheres durante encontros realizados em um sítio de sua propriedade. A prática pode configurar o crime de estupro de vulnerável.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, autorizados pela 1ª Vara Criminal de Betim, foram apreendidos celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que serão submetidos à perícia. Também foram encontradas oito armas, incluindo pistolas, revólveres, uma carabina e mais de 70 munições intactas. O suspeito poderá responder ainda por posse ilegal de arma de fogo.

O MPMG orientou que outras possíveis vítimas procurem a Promotoria de Justiça de Betim para registrar denúncias e contribuir com as investigações. Os trabalhos foram conduzidos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber), Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Promotoria de Justiça de Betim e forças de segurança estaduais.

A reportagem aguarda o retorno da Polícia Civil, procurada por e-mail. Por telefone, tentou contato com a Sala de Imprensa da Polícia Militar, mas não obteve sucesso até a publicação desta matéria.